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Trechos das cartas a um jovem poeta

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  *De Rilke para Kappus "Volte-se para si mesmo. Investigue o motivo que o impele a escrever; comprove se ele estende as raízes até o ponto mais profundo do seu coração, confesse a si mesmo se o senhor morreria caso fosse proibido de escrever. Sobretudo isto: pergunte a si mesmo na hora mais silenciosa de sua madrugada: preciso escrever?

Por uma educação que valorize a insignificância

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  *Por Lucas Berton Se somos insignificantes para o cosmos, porque não rever a nossa educação de acordo com as descobertas da astronomia moderna? Por que ainda apostamos tudo no egotismo, nos colocando erroneamente no centro de tudo? Por que tanto investimento em fama e reconhecimento? Pasolini  —  o cineasta e comunista italiano  —  pensou na necessidade de uma nova educação que soubesse valorizar e entender o fracasso, dado o seu grande valor educativo. O mesmo vale para a insignificância. O que destoasse dessa educação para a insignificância realmente teria que demonstrar o seu valor  —  e, aí sim, talvez tivesse algum valor para além da insignificância.

Um balcão de negócios sob o altar

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*Por Lucas Berton As grandes religiões patriarcais do Ocidente  —  judaísmo, cristianismo e islamismo  —  são religiões de mercadores. Elas não fazem uma imersão nos mistérios da vida-morte e do infinito, mas partindo destas inquietações e medos, abrem balcões de negócios. Fidelidade cega a um deus único que só reforça o ego, em troca da vida eterna  —  para o ego. Em caso de infidelidade, o "prejuízo" do fogo do inferno. Não cria condições para que o espírito amadureça e "endureça" na busca pela compreensão de tais mistérios e não prepara para o grande desconhecido que é a morte, mas "tranquiliza" seus adeptos que depois da morte seus espíritos terão a tranquilidade da morada garantida ao lado do deus-pai, todo poderoso, desde que tenha "compreendido" que não existe salvação fora da submissão aos dogmas de cada uma. Nestas religiões, parece que não há crescimento espiritual, intelectual, mental; mas estagnação e conformismo. Estas religiões se t...

Dice Jorge, el poeta negro que admiro.

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  *Por Artigas Osores "Me sobran dedos de una mano, para contar a los seres humanos blancos buenos". Dice Jorge, el poeta negro que admiro. En su memoria... En los puertos de Bahía, Santos y Río de Janeiro, siguen atracando los barcos negreros... Hombres y mujeres negras, caminan descalzos arrastrando las cadenas, destino a las haciendas. El látigo furioso castiga cortando la piel y la tierra del nuevo continente absorve la sangre roja de los ancestrales del poeta Más de quinientos años después, no mucho ha cambiado, dice el poeta negro que admiro. En los mares del viejo mundo, hombres, mujeres y niños mueren ahogados huyendo del hambre y la miseria de su tierra madre. Y los que tienen la dicha de salvarse, van presos y después los deportan, para que regresen y mueran de hambre en sus tierras. En América del Norte, la policía asesina a jóvenes por el delito de haber nacidos negros... El sistema politico, el poder económico y la cultura que predomina, es la del hombre blanco. ...

Humphry Morice

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  *Por Jorge Fróes , extraído do livro Chegou um negro Todos esses que tem dinheiro demais são Humphry Morice. Tem frota de navios negreiros, navios batizados com os nomes de esposa e filha, Katherine e Sarah. As iniciais de seus nomes, K e S, gravadas com ferro quente no traseiro ou no peito dos escravizados a bordo (É possível que elas não saibam disso). Todos esses que têm dinheiro demais são comerciantes. Morice tinha dez porcento do tráfico de Londres. Mesmo hoje, todos esses que têm dinheiro demais e que pagam miseravelmente seus empregados são Humphry Morice. Tem criados à sua disposição. tem propriedade familiar na zona rural da Cornualha e magnífica casa em Londres. Descendente de destacada família de comerciantes, membros do parlamento, amigo do primeiro-ministro e diretor do Banco da Inglaterra, participação extensa no comércio global, no capital financeiro e na economia do Império Britânico, Humphry Morice, o principal traficante de escravos de Londres Instruía seus c...

Meu coração

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*Por J. G. de Araújo Jorge Eu tenho um coração um século atrasado, ainda vive a sonhar… ainda sonha, a sofrer… Acredita que o mundo é um castelo encantado, e, criança, vive a rir, batendo de prazer… Eu tenho um coração — um mísero coitado que um dia há de por fim, o mundo compreender — é um poeta, um sonhador, um pobre esperançado que habita no meu peito e enche de sons meu ser… Quando tudo é matéria e é sombra — ele é uma luz… Ainda crê na ilusão… no amor… na fantasia… sabe todos de cor os versos que compus… Deus pôs-me um coração com certeza enganado: — e é por isso talvez que eu ainda faço poesia lembrando um sonhador do século passado!...

O retorno da primavera

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  *Por Artemísia “Sing!” Nos ouvidos “Dance monkey” na extensão  Do corpo vivo  A mente procurando a estação  Eremitando pra produzir ação  Pensando na vida viva Ignorada à revelia Pelas mesmas porcarias de corporação Passarinho tem voz Árvore tem voz também! Pobre não tem vez Eu aprendi a jogar xadrez! Eu quero sprays  Pra lançar nos 1.7.1 Tô sempre começando agora Então não caio pelo ART. 71 Arte é o número 8, bola da vez Tô ouvindo as voz De quem fez antes  A luta contra o algoz Foi dessas voz que tem a tez Que criou tudo  Tudo aquilo que é incorporado por nós e por vocês  Sem os mortos os vivos não existiriam  Sem ouvir os mais velhos os jovens estariam todos perdidos Só não respeita o perfume  Quem fica de perfumaria Quem não percebeu Que a cada esquina  tem uma tabacaria Sem cigarro Uma farmácia de faixada E não tem pão nas padaria visitada Um barbeiro que só se atrapalha Tudo lavagem de rico O pobre fazendo o bico E a po...