O tapa na cara que deveria ser dado nos donos das empresas de ônibus e na prefeitura de Porto Alegre
*Por Lucas Berton 12h30min. Sol de 35º do final de verão porto alegrense. Numa parada da Avenida Protásio Alves um amontoado humano aguarda a aparição de qualquer ônibus das 5 linhas que vão para o centro histórico da cidade. Nada! Provavelmente faltaram motoristas naquela fatídica segunda-feira, talvez por motivos de saúde, o que reduziu drasticamente o número de ônibus em circulação. O aplicativo de celular não acertava nenhum horário. Só zerava e mostrava nova contagem de mais 5 minutos sem que nenhum ônibus despontasse no horizonte. A impaciência das pessoas aumentava, tal como o calor. Eis que, enfim, um verdinho aparece na lomba vindo do caminho do meio trazendo algum alento. Quando finalmente chegou na parada, a massa humana se espremeu para subir os degraus, tipo sardinha sendo enlatada em um veículo já atrolhado de gente e, pra variar, sem ar condicionado. Pra piorar, ia tipo pinga-pinga, parando em todas as paradas para pegar mais passageiros, que iam ...