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¿Quieres salir del rebaño?

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  *Por Juan Antonio Correa , extraído do livro Nombrar árbol por cárcel, porque los pájaros Si quiero salir del rebaño debo ser repugnante en el gozo introducir las manos en cristales rotos a impulsos de dientes afilados creer em dioses que se deslizan por ranuras silenciadas y rígidas conceder placeres de sal a lenguas agitadas usar el descontrol sin caer en trampas satisfacer a fuego raíces marchitas necesidad de la belleza del opio esparcir palabras con capacidad de sobrevivir en la profundidad de cualquier desván ejecutar al vil antojo sin encajar en puzzles oraciones pervertidas de relegiones sin regla que se rompan en aullidos en cada mordedura atropellar com marginadas exaltaciones la banca que aguarda cada lunes para jodernos desear que su voz no escriba nuestro nombre Si quiero salir del rebaño debo ser el júbilo que acribilla de sobredosis la salpicadura amarilla y periódica romper los canales que expone la burguesía donde comemos com tiránica ingenuidad Es hora de recono...

Sobre os pés da alma na cidade

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* James Hillman em A cidade como morada (1980) "Andar acalma. Prisioneiros circulam no pátio; animais andam de um lado para outro em suas jaulas; a pessoa ansiosa mede o chão com seus passos: esperando o bebê nascer ou as notícias da sala da diretoria.  Heidegger recomendava o caminho na floresta para filosofar; a escola de Aristóteles era chamada 'Peripatética' — pensar e discursar enquanto se caminha; os monges andam em seus jardins fechados. Nietzsche disse que só tinham valor as ideias que ocorriam ao caminhar, ideias 'laufenden' — ideias correntes, não ideias sentadas. Saímos para caminhar para dar um ritmo orgânico aos estados mentais depressivos, embotados, com suas agitações reverberantes, e esse ritmo orgânico do caminhar vai ganhando significado simbólico ao colocarmos um pé depois do outro, direito-esquerdo, direito-esquerdo, num compasso ritmado. Compasso. Medida. Passear.  A linguagem do caminhar acalma a alma, e as agitações da mente começam a toma...

Como a burocracia mata a vida

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  *Por Erich Fromm     in "Ter ou ser? A maioria de nós ainda acredita que todo tipo de administração em larga escala deva exigir inevitavelmente uma "burocracia", isto é, uma forma alienada de administração. E a maioria das pessoas ignora o quanto é fatal o espirito burocrático e quanto ele invade todas as esferas da vida, mesmo onde não parece tão evidente, como no relacionamento entre médico e cliente, marido e mulher. O método burocrático pode ser definido como aquele que: (a) administra os seres humanos como se fossem coisas, e (b) administra as coisas em termos mais quantitativos do que qualitativos, a fim de tornar a quantificação e controle mais fáceis e baratos. O método burocrático apoia-se em dados estatísticos: os burocratas fundamentam suas decisões em regras fixas obtidas mediante dados estatísticos, em vez de responder a seres vivos que se postam diante deles; resolvem os problemas de acordo com o que for estatisticamente mais provável, e correm o risco de...

Murmúrios do Morro Santana

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  O meu lugar preferido nessas terras inóspitas do sul é uma grande clareira aberta a partir de uma pedra apontada para o noroeste, de onde se pode ver o pôr do sol desta imensa bacia d’água que os índios chamam Guaíba.  Para além do grande rio e desta bela vista, que se tornou o meu local preferido neste morro, posso vislumbrar um imenso verde das copas das árvores espalhadas por todos os lados.          Depois da lida diária, contemplo o cair da tarde sentado nesta pedra, acompanhando os diversos tons dourados e, às vezes, avermelhados que despontam no horizonte e se refletem no Guaíba.  É divino!  Deus é tão grande e magnífico e esta visão me faz sentir o tamanho de sua providência. Muitas vezes duvido de sua existência, porque as coisas são tão difíceis de se crer vendo tanta maldade, injustiça e cobiça neste mundo. Porém, ao ver um cenário como este, volta-me a certeza.        ...