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O Uruguai que sonho...

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*Por Artigas Osores Ganhou quem sempre buscou o gol para vencer. Mas o mérito da Argentina de ser finalista das últimas duas Copas do Mundo e de três das últimas quatro, isso ninguém tira deles.  O futebol uruguaio está muito longe das grandes seleções do mundo, e me parece que isso não depende apenas de uma reestruturação do futebol. Há outros elementos que devem ser levados em conta e colocados sobre a mesa. Tampouco é apenas uma questão de reconhecer nossos erros, é muito mais do que isso. Mas é claro que isso cabe a quem realmente entende de gestão esportiva.  Não me sinto autorizado, não conheço e nem me interessa conhecer os bastidores da Associação Uruguaia de Futebol. Mas todos sabemos que existem interesses econômicos dos clubes que são maiores do que os interesses da seleção. E também que o país precisa de muito mais atenção nas áreas sociais do que um esporte que movimenta muitos milhões de dólares nas mãos de poucos.  O Uruguai que quero e sonho não é um Urugu...

Bem vindo à São José das Ilusões

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*Por Lucas Berton ; publicado originalmente no  blog Consciência Proletária em janeiro de 2016 Loucura é querer resultados diferentes fazendo tudo exatamente igual ( Albert Einstein)         Josué atirou sua mochila no chão e se preparou para pisar na terra poeirenta à beira da estrada. Pulou da caçamba do caminhão e acenou aos caminhoneiros que gentilmente lhe deram uma carona até a localidade mais próxima. Não sabia ao certo onde estava; se no nordeste, sudeste ou sul brasileiro. A placa, meio suja de musgos e com tufos de capim que lhes saltavam pelos cantos, apenas dizia “Bem vindo à São José das ilusões”. Uma via estreita, com um asfalto defeituoso, adentrava um túnel de ipês amarelos e pequenos coqueiros. Não se enxergava nenhuma casa. Josué calçou a mochila e se foi em direção a estrada.          Caminhando ele reparou que uma carroça vinha muito devagar, quase parando. A muito custo cruzou o seu caminho. Cachorros latiam ao fund...

A família hipocrisia

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  *Por Artigas Osores Dona Esperança Não Realizada y Hipocrisia é uma velha amarga e rancorosa que ninguém quer bem, mas que, pelas circunstâncias da vida, as pessoas são obrigadas a conviver diariamente. Suspeita-se que seja filha legítima de Dom Poder Burguês Patriarcal e de dona Fracassada Elite Invejosa e, segundo dizem, nenhum dos dois jamais conseguiu se olhar no espelho mágico da autocrítica. Ninguém sabe exatamente quando essa família começou a ter destaque na sociedade, mas os filósofos antigos já falavam de seus familiares ancestrais, a quem viam como um grave desvio de moral, um vício ou uma doença psíquica que rompe a integridade pessoal ao fingir virtudes inexistentes. Dona Esperança Não Realizada y Hipocrisia  aparece elegantemente vestida a cada cinco anos, acompanhando políticos e candidatos em campanhas eleitorais, fazendo promessas, para logo depois desaparecer e retornar cinco anos mais tarde, quando a maioria das pessoas já se esqueceu dela. Mas isso de ...

Assim falava Zaratustra...

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*Excertos de Assim Falava Zaratustra , de F. Nietzsche Eu vos ensino o super-homem. O homem é algo que tem que ser superado. Que fizeste vós para supera-lo? Todos os entes até agora criaram algo para além de si: e vós quereis ser a vazante dessa grande enchente, prefere retornar ao animal do que superar o homem? Trilhaste o caminho do verme ao homem, e há ainda muito de verme em vós. Outrora fostes símios, e também agora o homem é ainda mais símio do que qualquer símio. E o mais sábio dentre vós é também apenas uma discrepância e um híbrido de planta e fantasma. Mas acaso vos convido a vós tornardes fantasmas ou plantas? Vejam, eu vos ensino o super-homem! Suplico-vos, meus irmãos, permanecei fieis à terra e não creiais naqueles que vos falam de esperanças supra-terrenas! São envenenadores, quer saibam disso ou não. São desprezadores da vida, moribundos e eles próprios envenenados, dos quais a terra está cansada: que partam! (...) Antes romper o laço matrimonial do que entortá-lo, ment...
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*Por Mário Quintana Da primeira vez que me assassinaram Perdi um jeito de sorrir que eu tinha... Depois, de cada vez que me mataram, Foram levando qualquer coisa minha... E hoje, dos meus cadáveres, eu sou O mais desnudo, o que não tem mais nada... Arde um toco de vela, amarelada... Como o único bem que me ficou! Vinde corvos, chacais, ladrões de estrada! Ah! desta mão, avaramente adunca; Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada! Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai! Que a luz, trêmula e triste como um ai, A luz do morto, não se apaga nunca!

O tapa na cara que deveria ser dado nos donos das empresas de ônibus e na prefeitura de Porto Alegre

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  *Por Lucas Berton 12h30min.  Sol de 35º do final de verão porto alegrense. Numa parada da Avenida Protásio Alves um amontoado humano aguarda a aparição de qualquer ônibus das 5 linhas que vão para o centro histórico da cidade. Nada! Provavelmente faltaram motoristas naquela fatídica segunda-feira, talvez por motivos de saúde, o que reduziu drasticamente o número de ônibus em circulação. O aplicativo de celular não acertava nenhum horário. Só zerava e mostrava nova contagem de mais 5 minutos sem que nenhum ônibus despontasse no horizonte. A impaciência das pessoas aumentava, tal como o calor. Eis que, enfim, um verdinho aparece na lomba vindo do caminho do meio trazendo algum alento. Quando finalmente chegou na parada, a massa humana se espremeu para subir os degraus, tipo sardinha sendo enlatada em um veículo já atrolhado de gente e, pra variar, sem ar condicionado. Pra piorar, ia tipo pinga-pinga, parando em todas as paradas para pegar mais passageiros, que iam ...

Se trata de tornar o poder desnecessário

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