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Assim falava Zaratustra...

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*Excertos de Assim Falava Zaratustra , de F. Nietzsche Eu vos ensino o super-homem. O homem é algo que tem que ser superado. Que fizeste vós para supera-lo? Todos os entes até agora criaram algo para além de si: e vós quereis ser a vazante dessa grande enchente, prefere retornar ao animal do que superar o homem? Trilhaste o caminho do verme ao homem, e há ainda muito de verme em vós. Outrora fostes símios, e também agora o homem é ainda mais símio do que qualquer símio. E o mais sábio dentre vós é também apenas uma discrepância e um híbrido de planta e fantasma. Mas acaso vos convido a vós tornardes fantasmas ou plantas? Vejam, eu vos ensino o super-homem! Suplico-vos, meus irmãos, permanecei fieis à terra e não creiais naqueles que vos falam de esperanças supra-terrenas! São envenenadores, quer saibam disso ou não. São desprezadores da vida, moribundos e eles próprios envenenados, dos quais a terra está cansada: que partam! (...) Antes romper o laço matrimonial do que entortá-lo, ment...
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*Por Mário Quintana Da primeira vez que me assassinaram Perdi um jeito de sorrir que eu tinha... Depois, de cada vez que me mataram, Foram levando qualquer coisa minha... E hoje, dos meus cadáveres, eu sou O mais desnudo, o que não tem mais nada... Arde um toco de vela, amarelada... Como o único bem que me ficou! Vinde corvos, chacais, ladrões de estrada! Ah! desta mão, avaramente adunca; Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada! Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai! Que a luz, trêmula e triste como um ai, A luz do morto, não se apaga nunca!

O tapa na cara que deveria ser dado nos donos das empresas de ônibus e na prefeitura de Porto Alegre

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  *Por Lucas Berton 12h30min.  Sol de 35º do final de verão porto alegrense. Numa parada da Avenida Protásio Alves um amontoado humano aguarda a aparição de qualquer ônibus das 5 linhas que vão para o centro histórico da cidade. Nada! Provavelmente faltaram motoristas naquela fatídica segunda-feira, talvez por motivos de saúde, o que reduziu drasticamente o número de ônibus em circulação. O aplicativo de celular não acertava nenhum horário. Só zerava e mostrava nova contagem de mais 5 minutos sem que nenhum ônibus despontasse no horizonte. A impaciência das pessoas aumentava, tal como o calor. Eis que, enfim, um verdinho aparece na lomba vindo do caminho do meio trazendo algum alento. Quando finalmente chegou na parada, a massa humana se espremeu para subir os degraus, tipo sardinha sendo enlatada em um veículo já atrolhado de gente e, pra variar, sem ar condicionado. Pra piorar, ia tipo pinga-pinga, parando em todas as paradas para pegar mais passageiros, que iam ...

Se trata de tornar o poder desnecessário

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La noche de las desgracias

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  *Por Artigas Osores Las lluvias de marzo habían vuelto a inundar los caminos y los campos bajos junto del río, donde antes los gitanos acampaban para celebrar con sus ritos tradicionales el equinoccio de otoño.  La lluvia ya había cesado cuando la caravana de carretas de las familias gitanas ingresó al pueblo al fin de la tarde. Dieron algunas vueltas por las calles estrechas donde el lodo marrón y espeso, dificultaba el giro normal de las ruedas. Luego ingresaron por unas de las calles de la periferia que es la que separa las casas de material de los ranchos de adobo, barro y paja.  No demoraron mucho en encontrar el amplio terreno baldío en el que habían acampado el año pasado. Rápidamente y sin perder tiempo, ubicaron sus carpas con las aberturas de frente al este, para que los primeros rayos del sol bendijeran con su luz de esperanza el amanecer de sus días. Un par de horas después una inmensa hoguera iluminaba el campamento y las siluetas de los niños jug...

¿Quieres salir del rebaño?

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  *Por Juan Antonio Correa , extraído do livro Nombrar árbol por cárcel, porque los pájaros Si quiero salir del rebaño debo ser repugnante en el gozo introducir las manos en cristales rotos a impulsos de dientes afilados creer em dioses que se deslizan por ranuras silenciadas y rígidas conceder placeres de sal a lenguas agitadas usar el descontrol sin caer en trampas satisfacer a fuego raíces marchitas necesidad de la belleza del opio esparcir palabras con capacidad de sobrevivir en la profundidad de cualquier desván ejecutar al vil antojo sin encajar en puzzles oraciones pervertidas de relegiones sin regla que se rompan en aullidos en cada mordedura atropellar com marginadas exaltaciones la banca que aguarda cada lunes para jodernos desear que su voz no escriba nuestro nombre Si quiero salir del rebaño debo ser el júbilo que acribilla de sobredosis la salpicadura amarilla y periódica romper los canales que expone la burguesía donde comemos com tiránica ingenuidad Es hora de recono...

Sobre os pés da alma na cidade

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* James Hillman em A cidade como morada (1980) "Andar acalma. Prisioneiros circulam no pátio; animais andam de um lado para outro em suas jaulas; a pessoa ansiosa mede o chão com seus passos: esperando o bebê nascer ou as notícias da sala da diretoria.  Heidegger recomendava o caminho na floresta para filosofar; a escola de Aristóteles era chamada 'Peripatética' — pensar e discursar enquanto se caminha; os monges andam em seus jardins fechados. Nietzsche disse que só tinham valor as ideias que ocorriam ao caminhar, ideias 'laufenden' — ideias correntes, não ideias sentadas. Saímos para caminhar para dar um ritmo orgânico aos estados mentais depressivos, embotados, com suas agitações reverberantes, e esse ritmo orgânico do caminhar vai ganhando significado simbólico ao colocarmos um pé depois do outro, direito-esquerdo, direito-esquerdo, num compasso ritmado. Compasso. Medida. Passear.  A linguagem do caminhar acalma a alma, e as agitações da mente começam a toma...