O meu lugar preferido nessas terras inóspitas do sul é uma grande clareira aberta a partir de uma pedra apontada para o noroeste, de onde se pode ver o pôr do sol desta imensa bacia d’água que os índios chamam Guaíba. Para além do grande rio e desta bela vista, que se tornou o meu local preferido neste morro, posso vislumbrar um imenso verde das copas das árvores espalhadas por todos os lados. Depois da lida diária, contemplo o cair da tarde sentado nesta pedra, acompanhando os diversos tons dourados e, às vezes, avermelhados que despontam no horizonte e se refletem no Guaíba. É divino! Deus é tão grande e magnífico e esta visão me faz sentir o tamanho de sua providência. Muitas vezes duvido de sua existência, porque as coisas são tão difíceis de se crer vendo tanta maldade, injustiça e cobiça neste mundo. Porém, ao ver um cenário como este, volta-me a certeza. ...
*Por Jorge Fróes , extraído do livro Chegou um negro Todos esses que tem dinheiro demais são Humphry Morice. Tem frota de navios negreiros, navios batizados com os nomes de esposa e filha, Katherine e Sarah. As iniciais de seus nomes, K e S, gravadas com ferro quente no traseiro ou no peito dos escravizados a bordo (É possível que elas não saibam disso). Todos esses que têm dinheiro demais são comerciantes. Morice tinha dez porcento do tráfico de Londres. Mesmo hoje, todos esses que têm dinheiro demais e que pagam miseravelmente seus empregados são Humphry Morice. Tem criados à sua disposição. tem propriedade familiar na zona rural da Cornualha e magnífica casa em Londres. Descendente de destacada família de comerciantes, membros do parlamento, amigo do primeiro-ministro e diretor do Banco da Inglaterra, participação extensa no comércio global, no capital financeiro e na economia do Império Britânico, Humphry Morice, o principal traficante de escravos de Londres Instruía seus c...
*Por Alysson G. As ilusões levam tudo o que temos. E depois, elas nos cobram o porquê de não termos nada. E nos perguntamos o porquê vagamos no espaço, feito buracos negros de solidão, consumo e anseio. O que seríamos se não a memória? Por isso devoramos o mundo. Mas a solidão não nos escuta. E em seguida nos sentimos angustiados. Você já foi ao mar a noite? Somente o reflexo da lua, sobre o movimento das ondas somente o mar de água e o mar de estrelas que ali são o mar da tua vida. Todos os segredos da existência diante de você. Sentir o terror cósmico Livre da busca de circunstâncias. Você poderá deitar sobre a areia da praia E ao abrir e fechar os olhos devagar verá o que você é. No ano novo. Se for possível, e se você quiser. Vá a praia a noite. Encarar a falta de sentido. E encostar a tua face. Na face fria da morte. E assim poderá viver uma vida Em que pediu para nascer. E com os olhos feito de estrelas poderá enxergar. E fazer dos teus pensamentos o mar. E o terror cósmico ...
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